O comunicado complementa que isso pode elevar, inclusive, os custos dessa sinalização. Com isso, as taxas de juros podem cair num ritmo mais lento, ou mesmo subir.
O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central decidiu que a sinalização de queda de taxa de juros se mantenha apenas para a próxima reunião, no mesmo patamar de 0,5 ponto percentual das reuniões anteriores. A redução levou a SELIC para 10,75%.
Para as reuniões seguintes, o COPOM optou por deixar a decisão mais flexível em termos da política monetária. Ou seja, dependendo do cenário de inflação da economia e do ritmo da atividade econômica, o Banco Central poderá reduzir a taxa de juros no ritmo mais forte ou diminuir esse ritmo de redução.
Tudo vai depender dos indicadores da inflação, principalmente de serviços, porque a inflação de produtos agrícolas e industrializados, segundo a Ata do Copom, está de certa forma mais controlada, enquanto a de serviços vem apresentando maior pressão.
A Ata também revelou que a atividade econômica no Brasil está com certa resiliência, apesar de um cenário mais contracionista com juros mais elevados. Dados que foram apresentados no início desse ano ajudam a corroborar essa anotação.
A análise feita pelo COPOM indica que alguns setores apresentaram um melhor desempenho, ajudando no crescimento da economia desse ano. A Ata menciona de maneira bastante forte como o poder de compra da população está sendo retomado com a inflação mais baixa.
Também menciona que o crédito já está melhorando em termos de acesso para tanto as pessoas como as empresas, o que vai ajudar no crescimento econômico desse ano e pode ajudar também nos investimentos a serem feitos pelas empresas para atender o aumento da demanda.