O Banco Central divulgou os dados para o seu indicador de atividade econômica, que serve como uma prévia mensal do PIB, apontando que dezembro apresentou recuperação.
Desde maio de 2023 que o IBC-Br vinha apresentando dados alternados entre quedas relevantes, como nos meses de maio e agosto (-1,85% e -0,57%, respectivamente) ou de pequeno crescimento ou quase nulo, como observado nos últimos meses de setembro a novembro.
Os resultados contrastam com um primeiro trimestre que puxou a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2023 para um patamar próximo de 3%. Somente no mês de fevereiro, o IBC-Br cresceu 3,07%, após um crescimento de 0,64% em fevereiro.
Isso fez com que o crescimento acumulado em 12 meses chegasse ao patamar de 3,38% em abril, valor mais alto no acumulado de 12 meses observado em 2023. De lá para cá, o fraco desempenho mensal fez com que o resultado acumulado entrasse em trajetória de queda.
Essa trajetória somente mudou em novembro e foi reforçada agora em dezembro. Mesmo assim, o acumulado de 12 meses fechou o ano em 2,45%, patamar mais baixo que o esperado ao longo do ano, mas acima das previsões iniciais do mercado em janeiro de 2023.
O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB que será divulgado somente em março, mas pelos resultados apontados pelos indicadores mensais de atividades setoriais (indústria, serviços, comércio e outros), o PIB brasileiro deverá perder tração também no 4º trimestre, encerrando o ano próximo dos 2,50%.
A preocupação vem com 2024. Ao observar o acumulado em 12 meses do IBC-Br e os dados do PIB dos 3 primeiros trimestres divulgados pelo IBGE, há um claro movimento de desaceleração da economia brasileira. A previsão do Boletim Focus é que a economia cresça 1,60% em 2024, mas talvez seja revisada para baixo ao longo do ano.