O IPCA-15 avançou 0,78% em fevereiro ante previsão de crescimento de 0,83%. Com isso, no acumulado de 12 meses, o índice foi para 4,49%, mantendo-se abaixo do teto da meta do Banco Central.
O índice do mês foi pressionado principalmente pelos gastos com educação, como ocorre tradicionalmente nos meses de fevereiro, que marca o início do ano letivo. Os preços do grupo subiram 5,07% e responderam por 0,30 ponto percentual do IPCA-15 de 0,78%.
O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços no período, caiu para 60,5%, vindo de 67,0% na prévia de janeiro, considerando todos os itens da cesta. Sem alimentos, o indicador mostrou maior abrangência das altas de preços, de 62,9% para 64,4%, maior percentual desde abril de 2023 (66,8%).
Os dados refletem a desaceleração de preços de commodities, mesmo com efeitos inflacionários do El Niño, mas com desaceleração da China, que tem impacto na queda dos preços. O setor de serviços é que se mantém como uma preocupação, com pressão ainda significativa.
O resultado dentro da meta ajuda o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central a reduzir os juros com maior intensidade nas próximas reuniões. Esse resultado ajudou o mercado financeiro, com aumento do Ibovespa para um patamar acima dos 130.000 pontos.