As transações correntes do balanço pagamentos foram deficitárias em US$ 5,1 bilhões em janeiro de 2024, mas houve uma redução de US$ 3,9 bilhões em relação ao déficit de US$ 9 bilhões de janeiro de 2023.
O saldo comercial aumentou US$ 3,5 bilhões, enquanto o déficit de serviços cresceu US$ 882 milhões e o déficit da renda primária diminuiu US$ 1,2 bilhão. A balança comercial de bens registrou um superávit de US$ 4,4 bilhões em janeiro de 2024, na comparação com o superávit de US$ 884 milhões em janeiro de 2023.
As exportações de bens totalizaram US$ 27,3 bilhões e as importações US$ 23 bilhões, que representam incrementos de 18,7% e 3,7%, respectivamente, na comparação com janeiro 2023. Já a conta de serviços teve um déficit de US$ 3,3 bilhões em janeiro desse ano, um aumento de 36,8% em relação a janeiro de 2023.
E o investimento estrangeiro direto, ou como o Banco Central chama investimento direto no país (IDP), teve um registro de ingresso líquido de US$ 8,7 bilhões em janeiro 2024, ante US$ 6,5 bilhões que ocorreram em janeiro de 2023. Os ingressos líquidos foram de US$ 6,7 bilhões em participação no capital de empresas e US$ 2,8 bilhões em operações intercompanhia.
Isso é um dado positivo porque mostra que os investidores internacionais estão acreditando aqui no país, fazendo investimentos de longo prazo na economia brasileira. O saldo bastante positivo da balança comercial vem ajudando para que o país tenha um saldo negativo de transações correntes cada vez menor.
As economias em desenvolvimento geralmente apresentam esse saldo bem negativo e o Brasil tem apresentado uma trajetória de diminuição desse saldo negativo, o que pode ajudar bastante se o país continuar tendo saldos muito positivos da balança comercial.