Morei durante minha infância na zona rural de Indaiatuba-SP. Em minha casa havia um fogão que permanecia aceso durante todos
os dias o dia todo. Para isso irá necessário catar lenha que conseguíamos de árvores caídas encontradas próximas da casa.
Mudei para São Paulo onde os fogões eram diferentes. Feitos de chapas metálicas diferentes daqueles da zona rural construídos com tijolos ou material semelhante. Os de São Paulo usavam carvão que o carvoeiro vendia circulando com sua carroça pelas ruas. Ele era esperto, pois já naquela época, muitos anos
atrás, utiliza de recursos de marketing Os que compravam o seu carvão recebiam um tíquete que dava direito a assistir filmes no galpão da carvoaria. As projeções aconteciam todas às quartas-feiras. Muitos chegavam pisando no chão do galpão coberto de
pó negro resultado do ensacamento de carvão que ali era realizado. Dos filmes que assisti recordo mais das comédias do Gordo e o Magro com Oliver Hardy e Stan Laurel. Além dessa oportunidade eu meus amigos da redondeza íamos ao Cine Imperial inaugurado recentemente na Rua da Moóca. Nossa
preferência era pelas matines que aconteciam nas tardes de domingo e não pelas manhãs como o nome dá a entender. Além do filme principal havia apresentação de filme seriado de aventuras que atraia a presença semanal, procurávamos não
perder os capítulos.
Tínhamos que conseguir o dinheiro
que nem sempre os pais ofereciam. Recolhíamos nos terrenos baldios material
reciclável de metal e outros. A coleta era vendida no estabelecimento que tinha
por denominação “ferro velho
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