Todo relacionamento, cedo ou tarde, vai passar por uma necessidade de perdão. Pode ser um pequeno ou um grande perdão, ele faz parte da convivência. Mas por que é tão difícil perdoar? Quem não perdoa é uma pessoa ruim? O que o perdão tem a ver com religião? Levamos essas dúvidas para o psicólogo Wendell Coutinho, um mineiro que atualmente mora em Londrina, no Paraná. O primeiro esclarecimento que ele faz é que “perdão nada tem a ver com a demanda da outra pessoa”. Tem a ver com você abandonar “os pensamentos negativos sobre a outra pessoa”. Wendell explica que o perdão envolve um processo em quatro etapas: o primeiro é você reconhecer sofreu um dano; depois, deve expressar a emoção relacionada a esse dano; deve aceitar o que perdeu; e deve, por fim, tomar a decisão de perdoar. E a maior beneficiada nesse processo é pessoa que perdoa, porque vai substituir emoções ruins por sentimentos mais leves – e isso se reflete na saúde e no bem-estar. Mas atenção: perdoar não é esquecer e não é relevar o que aconteceu. “Você também não precisa aceitar a outra pessoa na sua vida”, diz Wendell. Ou seja, quem perdoa se sente melhor, independente de a outra pessoa aceitar ou não.