Os tempos não estão fáceis.
Há uma sensação permanente de imprevisibilidade.
Não sentem isso?
O terrível sentimento de que não controlamos nada.
Nada de nada.
Em bom rigor sabemos que a incerteza é a única regra que vale na existência.
Mas ter a certeza da incerteza pesa na nossa cabeça.
E a saúde mental está ficar com umas valentes nódoas negras.
A pandemia está a passar a fatura.
Mais a guerra, a inflação, os juros, o preço das casas, a metrologia louca.
Vivemos uma espécie de efervescência. Uma espécie de jogo de forças que nos desgasta a cada passo.
É esse moer do dia a dia que aproveita todas as entradas da nossa vulnerabilidade.
Sobra a ansiedade, o sono turbulento, as depressões escondidas para não se notar no emprego ou entre os amigos.
O que fazemos para contrariar isto?
Vou em busca de respostas com Francisco Miranda Rodrigues. Psicólogo. Atual bastonário dos psicólogos.
É uma conversa carregada de labirintos, sombras e luzes.
Das organizações e as suas lideranças.
Das pessoas e das suas dores e ressurreições de alma.
Falámos de profissionais à beira de um ataque de nervos. E de como será difícil curar esta gigante ferida social.
Pedir auxílio no tempo certo é porventura um dos mais sensatos conselhos que podemos receber.
Sim, elas podem não matar, mas moem.
E enquanto na dor física é tido como normal ir à procura de ajuda, nas dores emocionais o caminho é menos direto.
Ora porque desvalorizamos. Ora porque não nos levam a sério.
E algumas destas pessoas em sofrimento podem escolher um caminho mais radical.
Lemos nas redes sociais que se suicidaram, que descompassaram e atacaram alguém ou simplesmente fecham-se numa concha escura de desesperança e ruidoso silencio.
Vale estar atento e apoiar o que nos rodeiam. Se suspeitarem que alguém tem a mente a doer, fiquem de olho, liguem os ouvidos e estendam a mão.
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Ferdand Alvin, radialista, comunicador, mestre de ideias loucas, e eu quero falar sobre isso contigo. Quem é o Ferdand Alvin? Quem é este? tu, de verdade, Não sei bem. Sei que toda a minha vida dediquei à comunicação. Com treze anos Eu posso dizer que sou o pequeno soulo da Rábia A Mestracha, onde Comecei numa Rábia Pirata.
Uma Rábia Pirata Numa Rábia Pirata, que foi a que comecei, e depois profissionalizei-me. Passado uns três, quatro anos, comecei a ganhar dinheiro e de repente percebi que ela ia ser a minha atividade principal. Curiosamente, passados muitos anos, sem qualquer tipo de discurso demagógico, eu diria que faria o que faço hoje sem que pagassem. Escusa-te-se, eu diria que nunca diria isto às minhas imediatas. Que faça mais, mas não deixe-te ser muito curioso. Fazemos aquilo que nós gostamos. É logo o clique para fazer a coisa bem feita. Acho que é uma sorte. Acho que é uma sorte para começar. Nós temos essa possibilidade de fazer aquilo que nós gostamos E, sim, acho que é uma vantagem enorme desde logo em relação a todos os outros que fazem aquilo que não gostam. Não é.
Você pensa que o que gostas a partir da traz um desempenho melhor, melhor. Isto não é liquido. E não tens tempos de cansaída, unestamente não. Então tu começaste com 13. E agora tens, tenho 50. Pronto, então eu tenho. Mas é que me sei Genéricamente. Tu tens 40 anos de carreira. Sim, eu tenho um livro que editei a cerca de 20 e que se chamava 50 anos de carreira. Aliás, foi a Simona da Líbera que eu apresentasse.
Faz parte da tua forma. O que é que foi o clique, o que é que te levou a tu sentir que Ok, este é o meu mundo, este é é uma coisa que te descompes aos 13 anos ou é uma coisa que vem de tráse? o pequeno Alvin já era, será alguém que queria falar com as pessoas. Não, eu acho que era, era um mídico que gostava de comunicar, mas ainda assim estaria longe de perceber que a minha atividade ia ser essa, ia ser justamente a comunicação. Eu acho que foi a partir do momento é que comecei a ler os livros de Micheal Esteves Card...